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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

JOGO 4930

PARTIDA NUM.: 4930
COMPETIÇÃO: Amistoso Internacional



JOGO: Bahia 1 X 6 Orlando City (EUA)
DATA: Sábado, 27 de fevereiro de 2016
LOCAL: Orlando-FL (EUA)
ESTÁDIO: Citrus Bowl
JUIZ: Ted Unkel (EUA)
AUXILIARES: Kevin Klinger (EUA) e Matthew Miscannon (EUA)
EXPULSÃO: 
C. AMARELO: Dedé e Rômulo (Bah) e Rafael Ramos (Orl)
RENDA: 
PÚBLICO: 
GOLS: Zé Roberto (Bah) e Seb Hines (4), e Pedro Ribeiro e Darwin Cerén (Orl)
BAHIA: Marcelo Lomba (Jean), Hayner, Gustavo (Robson), Dedé e Moisés (João Paulo e depois Tinga); Yuri (Danilo Pires), Paulo Roberto (Juninho) e Rômulo; Luisinho, Hernane (Cristiano) e Zé Roberto.
TREINADOR: Dorival Guidoni Júnior (Doriva)
ORLANDO CITY: Bendik; Shea, Mateos, Seb Hines e Rafael Ramos; Carrasco, Darwin Cerén, Molino (Winter) e Pedro Ribeiro; Kaká e Larin.
TREINADOR: Adrian Heath

OBSERVAÇÃO: Jogo amistoso realizado em comemoração pelos 85 anos de fundação do Tricolor Baiano, e também como preparação do clube americano para a temporada da Major Soccer League (MSJ). Esta foi a primeira partida da história entre esses dois clubes. 

Este jogo marcou o retorno do Tricolor Baiano aos EUA após 52 anos, já que em 1964 o Bahia havia disputado ao lado de clubes alemães, escoceses, ingleses e italianos do "Torneio Internacional de Nova York", torneio este promovido pela "International Soccer League (ISL) I e II" entre os anos de 1960 e 1965, e que tinha o seu formato semelhante ao atual Mundial de Clubes da Fifa.


Com esta partida o Bahia tornou-se o quinto clube brasileiro a enfrentar o Orlando City (o primeiro do Norte-Nordeste), depois do Fluminense-RJ, São Paulo-SP e a Ponte Preta-SP, que jogaram em Orlando e o Flamengo-RJ que jogou no Estádio do Maracanã, na capital carioca.

Vale dizer que esta partida que se esperava fosse uma grande oportunidade de vender a marca "BAHIA" internacionalmente, acabou se transformando num dos maiores desastres da história do clube, graças a infantilidade e inexperiência da jovem diretoria tricolor que, sob a direção do presidente do Marcelo Sant'Ana, infelizmente cometeu o erro de acertar este evento com o Orlando City sem antes consultar a instituição máxima do futebol brasileiro. 

Não obstante a falta de bom senso da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que não aceitou a solicitação da diretoria do Tricolor de mudar a data do jogo contra o Confiança-SE pela Copa do Nordeste, para que assim o Bahia pudesse participar do evento com tranquilidade, vale lembrar que a CBF não tinha nenhuma obrigação de atender a solicitação do Bahia e cabia sim a diretoria do clube consultar a entidade sobre esta mudança antes de acertar qualquer evento, seja ele nacional ou internacional.


Diante disto a atitude de seu presidente e de sua diretoria pós-jogo de culpar a CBF por seus próprios erros, demonstrou a covardia e a falta de humildade dessa gente em assumir os seus erros, transferindo-os para quem não tem culpa e perdendo a oportunidade de aprender com a situação criada por eles mesmos.

O Jogo

Nem bem o confronto se iniciou, o Tricolor de Aço parecia que daria trabalho ao clube local. No primeiro ataque da equipe, Zé Roberto recebeu a bola sem marcação e tocou entre as pernas de Bendik para ver a bola morrer no fundo do gol.

Buscando a resposta rapidamente, o Orlando subiu a sua marcação e teve o primeiro lance de perigo a seu favor aos 6 minutos, com Dedé derrubando Larin na entrada da pequena área. Entretanto, a cobrança de Kaká acaba interceptada pela defesa tricolor.

Com jogo aberto no meio-campo, as duas equipes flertavam com as defesas adversárias e criavam um confronto movimentado no Citrus Bowl. Dessa maneira, não demorou para os donos da casa chegarem ao empate. Em escanteio cobrado por Kaká, a bola passa por cima de toda a defesa baiana e sobra para Hines completar de cabeça e deixar tudo igual.

Aos 18 minutos, a partida diminuiu o seu ritmo com as duas equipes passando a tocar mais a bola e o Bahia tentando preservar os seus atletas em meio as jogadas mais duras do time norte-americano, que passou a dominar os lances ofensivos do amistoso.

Entre muitos passes errados, os Lions tiveram a chance de virar o confronto aos 26, quando Larin recebeu passe de Shea e ficou frente a frente com Lomba, mas acabou colocando a bola por cima da meta brasileira. Aos 27 foi a vez de Kaká, que driblou a defesa adversária e chutou para defesa segura do arqueiro.

Com os atacantes bem anulados, o Esquadrão de Aço não conseguia esboçar lances de perigo e assistia o Orlando City chegar mais vezes a meta tricolor. Aos 29, Pedro Ribeiro tocou para Larin, que chutou de primeira e pegou mal na bola.

Utilizando dos contra-ataques para surpreender o adversário, os anfitriões conseguiam criar lances mais efetivos na partida. Aos 34, Kaká cobrou mais um escanteio e viu a bola ser retirada por Lomba em uma confusão na defesa soteropolitana. Um minuto depois, o jogador brasileiro mais uma vez se destacou ao receber a bola de Molino e parar em bela defesa do goleiro tricolor.

Aos 38, uma trapalhada dos estadunidenses quase terminou em tragédia para a torcida local. Bendik saiu errado e acertou Hernane, fazendo a bola voltar para a pequena área e passar perto da meta da equipe roxa.

Segundo Tempo

Na segunda etapa, o Bahia voltou a ser rápido nos lances de ataque, mas dessa vez ficou devendo o gol. Com um minuto, Cristiano partiu entre os marcadores e bateu forte a esquerda do gol de Bendik.

Com melhor postura que na primeira etapa, o Tricolor pressionava os anfitriões dentro de sua própria defesa e não deixavam os comandados de Adrian Heath construir jogadas no tempo complementar.

Entretanto, aos poucos os Lions voltaram a igualar o controle de bola, levando uma leve superioridade em lances construídos pelo meia-atacante Kaká. E em um deles, veio a virada dos norte-americanos. Aos 13, novo escanteio do brasileiro terminou mais uma vez em cabeçada de Hines, que não teve dificuldades de superar Jean no lance e fazer a alegria dos torcedores locais.

O gol do time da Flórida parecia não ter afetado o Bahia, que seguia na busca por mais um gol na partida amigável. Mas sem conseguir superar a defesa do Orlando, os comandados de Doriva apenas esboçavam chutes de fora da área que não levavam perigo aos norte-americanos. E com vários erros na zaga baiana, não demorou para os anfitriões chegassem ao terceiro gol. Aos 26, Kaká repetiu a sua jogada habitual no confronto e encontrou Hines mais uma vez para se consagrar na partida.

A vantagem construída fez os Lions diminuirem os seu ritmo, mas não reduziram a sede de gols. Aos 34, Pedro Ribeiro se aproveitou de bola mal afastada por Tinga e chutou de primeira em Jean, que não conseguiu defender e viu a bola entrar em sua própria meta.  Logo depois, aos 41, Hines e Kaká repetem a fórmula de sucesso na cobrança de falta e levam requintes de crueldade para a partida amigável entre as duas equipes.

O que já era ruim ficou pior aos 42. Tentando deixar o seu, Kaká acabou anulado por Jean, que saiu errado no lance e viu Cerén tocar de cobertura para fechar o caixão no Citrus Bowl. Juninho tentou diminuir para os brasileiros, mas acabou em bela defesa de Bendik.

VÍDEOS:

Vídeo promocional da partida (legendado em Inglês)

O Jogador brasileiro Kaká do Orlado City 
falando antes da partida contra o Bahia

Embarque da Delegação em 25/02/2016


Torcedor e sócio do Bahia revoltado interpela o
Presidente do Clube no saguão do Aeroporto de
Miami no retorno da Delegação ao Brasil.

FOTOS E IMAGENS:

Primeira parte da Delegação do Bahia que seguiu para os EUA em 25/02/2016
Segunda parte da Delegação do Bahia que seguiu para os EUA em 26/02/2016
O Presidente Marcelo Sant'Ana e parte da Delegação do Bahia em visita
à sede do Orlando City - 26/02/2016
Comissão técnica e diretória no gramado do Estádio
Citrus Bowl antes do início da partida.
O presidente Marcelo Sant'Ana confraternizando com torcedores tricolores.
A bela cantora Cláudia Leite torcedora do Bahia compareceu a partida.

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