PARTIDA NUM.: 2218 (ÉPICO)
COMPETIÇÃO: Campeonato Baiano (Decisão da Primeira Fase do Segundo Turno)
JOGO: Bahia 2 X 1 Vitória (BA)
DATA: Domingo, 27 de junho de 1976
LOCAL: Salvador-BA
ESTÁDIO: Governador Octávio Mangabeira (Fonte Nova)
JUIZ: Manoel Serapião Filho (BA)
AUXILIARES:
EXPULSÃO: Romero e Jésum (Bah) Jorge Valença (Vit)
C. AMARELO:
RENDA:
PÚBLICO:
GOLS: Douglas e Beijoca (Bah) e Osni (pên) (Vit)
JUIZ: Manoel Serapião Filho (BA)
AUXILIARES:
EXPULSÃO: Romero e Jésum (Bah) Jorge Valença (Vit)
C. AMARELO:
RENDA:
PÚBLICO:
GOLS: Douglas e Beijoca (Bah) e Osni (pên) (Vit)
BAHIA: Joel Mendes, Perivaldo, Zé Augusto, Sapatão e Romero; Baiaco e Alberto Leguelé (Gibira); Edu (Roberto Rebouças), Douglas, Beijoca e Jesum.
TREINADOR: Orlando Fantoni
VITÓRIA: Andrada, Uchoa, Joãozinho, Valter e Jorge Valença; Léo Oliveira e Paulo Roberto; Osni, Geraldão, Fischer e Valdo.
TREINADOR: Elba de Pádua Lima (Tim)
OBSERVAÇÃO: Vigésimo quinto jogo do Bahia no Campeonato Baiano de 1976. Com esse resultado o Bahia conquistou a Primeira Fase do Segundo Turno.
O Tetracampeonado do Bahia em 1976 estava seriamente ameaçado pelo grande time do Leãozinho da Barra comandado pelo técnico Elba de Pádua Lima, o famoso Tim, que seria o comandante da Seleção Peruana dois anos depois na Copa do Mundo de 1978, na Argentina.
O Técnico Tim armaria uma verdadeira seleção rubro-negra formada pelos baixinho Osni (grande ponta que felizmente faria sucesso no Bahia anos depois - estava jogando sua carreira fora no Leãozinho da Barra), os argentinos Andrada (excelente goleiro que havia jogado no Vasco) e Fischer (centroavante que havia jogado no Botafogo), além de jovens promessas como Léo Oliveira (outro jogador que sabiamente optou por jogar no Bahia anos mais tarde onde fez sucesso) e Valdo, todos imbuídos de impedir a hegemonia do Bahia no certame estadual daquele ano.
Foi com esta esquadra rubro-negra que o Vitória havia papado o Primeiro Turno do campeonato, e neste dia 27/06 iria decidir com o Bahia a Primeira Fase do Segundo Turno. Caso ganhasse, o Vitória daria um passo enorme para a conquista do título, mas esqueceram de avisar ao Tim e seus comandados que do outro lado estava o grande Esquadrão de Aço.
O Jogo
O jogo começa e logo aos 8 minutos o lateral Perivaldo do Bahia derruba dentro da área o atacante Valdo do Vitória. Pênalti que foi convertido por Osni fazendo Vitória 1 X 0, resultado este que foi mantido nos 45 minutos do primeiro tempo.
Segundo Tempo
O jogo recomeça com o grito de "É Campeão" da Torcida Rubro-Negra nas arquibancadas da Fonte Nova, e logo aos 4 minutos da partida o atacante Valdo é de novo derrubado na área, deste vez pelo lateral Romero do Bahia que, acaba sendo expulso pelo juiz da partida por reclamação. Novamente Osni bate o Pênalti e desta vez o goleiro Joel Mendes do Bahia inverte o canto da primeira cobrança e defende o chute do jogador rubro-negro, fazendo como que a massa tricolor que estava no estádio explodisse de felicidade.
O Bahia ganha moral com a defesa do pênalti e, num contra-ataque rápido, o zagueiro Sapatão (encarnando o espírito do saudoso Roberto Rebouças que também participaria desta partida) virou atacante e serviu a Douglas que tocou rasteiro na saída desesperada do goleiro Andrada empatando a partida. Bahia 1 X 1.
O Bahia segurou com firmeza este resultado até o final da partida, e com isto ganhou o direito de jogar um tempo extra (prorrogação) de 30 minutos.
Prorrogação
Logo aos dois minutos da prorrogação, Gibira, que havia entrado no lugar de Alberto Leguelé, recebeu a bola de Perivaldo na lateral-direita levantando-a na área. E assim Douglas amorteceu a bola no peito para o chute mortal do inesquecível centroavante Beijoca que, emendou de pé esquerdo sem deixar a bola bater no chão, fazendo um golaço monumental na Fonte Nova, para delírio da massa tricolor. Bahia 2 X 1. A bola que entrou na gaveta do gol rubro-negro, acabou despertando a ira do goleiro Andrada que, raivosamente chutou-a de volta para as redes.
O Bahia então passou a administrar o tempo restante da prorrogação até o final do jogo, mas antes do final da partida ouve duas novas expulsões, uma de Jésum do Bahia e a outra de Jorge Valença do Vitória.
Vale dizer que esta épica vitória do Bahia sobre o seu arquirrival rubro-negro foi de fundamental importância para conquista do Tetracampeonato Tricolor.
FOTO:
TREINADOR: Elba de Pádua Lima (Tim)
OBSERVAÇÃO: Vigésimo quinto jogo do Bahia no Campeonato Baiano de 1976. Com esse resultado o Bahia conquistou a Primeira Fase do Segundo Turno.
O Tetracampeonado do Bahia em 1976 estava seriamente ameaçado pelo grande time do Leãozinho da Barra comandado pelo técnico Elba de Pádua Lima, o famoso Tim, que seria o comandante da Seleção Peruana dois anos depois na Copa do Mundo de 1978, na Argentina.
O Técnico Tim armaria uma verdadeira seleção rubro-negra formada pelos baixinho Osni (grande ponta que felizmente faria sucesso no Bahia anos depois - estava jogando sua carreira fora no Leãozinho da Barra), os argentinos Andrada (excelente goleiro que havia jogado no Vasco) e Fischer (centroavante que havia jogado no Botafogo), além de jovens promessas como Léo Oliveira (outro jogador que sabiamente optou por jogar no Bahia anos mais tarde onde fez sucesso) e Valdo, todos imbuídos de impedir a hegemonia do Bahia no certame estadual daquele ano.
Foi com esta esquadra rubro-negra que o Vitória havia papado o Primeiro Turno do campeonato, e neste dia 27/06 iria decidir com o Bahia a Primeira Fase do Segundo Turno. Caso ganhasse, o Vitória daria um passo enorme para a conquista do título, mas esqueceram de avisar ao Tim e seus comandados que do outro lado estava o grande Esquadrão de Aço.
O Jogo
O jogo começa e logo aos 8 minutos o lateral Perivaldo do Bahia derruba dentro da área o atacante Valdo do Vitória. Pênalti que foi convertido por Osni fazendo Vitória 1 X 0, resultado este que foi mantido nos 45 minutos do primeiro tempo.
Segundo Tempo
O jogo recomeça com o grito de "É Campeão" da Torcida Rubro-Negra nas arquibancadas da Fonte Nova, e logo aos 4 minutos da partida o atacante Valdo é de novo derrubado na área, deste vez pelo lateral Romero do Bahia que, acaba sendo expulso pelo juiz da partida por reclamação. Novamente Osni bate o Pênalti e desta vez o goleiro Joel Mendes do Bahia inverte o canto da primeira cobrança e defende o chute do jogador rubro-negro, fazendo como que a massa tricolor que estava no estádio explodisse de felicidade.
O Bahia ganha moral com a defesa do pênalti e, num contra-ataque rápido, o zagueiro Sapatão (encarnando o espírito do saudoso Roberto Rebouças que também participaria desta partida) virou atacante e serviu a Douglas que tocou rasteiro na saída desesperada do goleiro Andrada empatando a partida. Bahia 1 X 1.
O Bahia segurou com firmeza este resultado até o final da partida, e com isto ganhou o direito de jogar um tempo extra (prorrogação) de 30 minutos.
Prorrogação
Logo aos dois minutos da prorrogação, Gibira, que havia entrado no lugar de Alberto Leguelé, recebeu a bola de Perivaldo na lateral-direita levantando-a na área. E assim Douglas amorteceu a bola no peito para o chute mortal do inesquecível centroavante Beijoca que, emendou de pé esquerdo sem deixar a bola bater no chão, fazendo um golaço monumental na Fonte Nova, para delírio da massa tricolor. Bahia 2 X 1. A bola que entrou na gaveta do gol rubro-negro, acabou despertando a ira do goleiro Andrada que, raivosamente chutou-a de volta para as redes.
O Bahia então passou a administrar o tempo restante da prorrogação até o final do jogo, mas antes do final da partida ouve duas novas expulsões, uma de Jésum do Bahia e a outra de Jorge Valença do Vitória.
Vale dizer que esta épica vitória do Bahia sobre o seu arquirrival rubro-negro foi de fundamental importância para conquista do Tetracampeonato Tricolor.
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