PARTIDA NUM.: 896
COMPETIÇÃO: Amistoso Internacional
JOGO: Bahia 3 X 0 Rosário Central (ARG)
DATA: Domingo, 03 de fevereiro 1957
LOCAL: Salvador-BA
ESTÁDIO: Governador Octávio Mangabeira (Fonte Nova)
JUIZ: Jose Cavalcante de Brito (BA)
AUXILIARES: Não disponível
EXPULSÃO: Jota Alves e Hamilton (Bah) e Monturo e Alvarez (RoC)
C. AMARELO: Na época ainda não existia
RENDA: Cr$ 151.775,00
PÚBLICO: Não disponível
RENDA: Cr$ 151.775,00
PÚBLICO: Não disponível
GOLS: Hamílton, Meruca e Otoney (Bah)
BAHIA: Joselias, Jota Alves e Juvenal Amarijo; Joe, Henrique e Florisvaldo; Marito, Roliço, Hamilton, Otoney e Meruca (Isaltino).
TREINADOR: Ivon de Oliveira
ROSÁRIO CENTRAL: Bertoli, Biaglioli (Ramelo) e Cardoso; Alvarez, Larosa (Duca) e Poi; Peruso (Monturo), Apiciafueco (Chaves), Juarez (Sanchez), Castro (Ramirez) e Ricardo Giménez.
TREINADOR: Não disponível
OBSERVAÇÃO: Neste segundo encontro do Bahia contra o Rosário Central (terceira partida da excursão do time argentino a Bahia) o jogo estava cercado de grande expectativa, isto devido o clube argentino ter empatado na sua partida de estreia por 0 X 0 contra o mesmo Bahia, e em seu segundo jogo, por ter vencido o Fluminense de Feira (o vice-campeão baiano da época) por 1 X 0 jogando em Feira de Santana. Diante destes resultados, este jogo gerou na torcida baiana e tricolor um grande interesse, pois esta seria a ultima apresentação dos argentinos em terras baianas, e sendo assim, tinha sabor de decisão.
Antes do inicio desta partida que acabou sendo marcada por um final melancólico devida a falta de educação esportiva dos argentinos (por não se conformarem com a derrota), foi realizada a solenidade de entrega das faixas de campeões baianos de 1956 aos jogadores do Bahia.
Vale dizer também que esta foi a partida de estreia no Bahia dos jogadores Joe e Henrique, jogadores estes oriundos da Portuguesa-RJ.
O Jogo
E assim o jogo foi levado até os 34 minutos, quando o atacante tricolor Hamilton, aproveitando-se magnificamente de um lançamento feito pelo jogador Roliço fez Bahia 1 x 0.
Animados com a vantagem conseguida e estimulados pela torcida, os tricolores da Boa Terra continuaram atacando cerradamente o reduto argentino que voltou a cair aos 39 minutos, quando Meruca marcou com um tiro indefensável o segundo gol do Bahia. Bahia 2 X 0.
O delírio da torcida aumentou consideravelmente o volume de jogadas dos baianos, que, com a vantajem de dois tempos no placar, passaram a produzir um melhor futebol, exigindo muito um melhor desempenho da retaguarda até o final do primeiro tempo.
Segundo Tempo
A segunda etapa da partida apresentou o Bahia em franca ascensão técnica, envolvendo seus adversários e forçando-os a usarem todos os seus recursos para não sofrerem mais um gol.
No entanto, aos 12 minutos, a pressão aumentou e o meia tricolor Otoney não perdou, marcando em jogada espetacular o terceiro gol do Campeão baiano, gol este que seria o ultimo da partida. Bahia 3 X 0.
Vendo-se irremediavelmente perdidos, os argentinos começaram então apelar para violência, o que provocou o revide dos tricolores e a ira dos torcedores do Bahia que começaram apupar os jogadores platinos com intensidade.
Quando a partida se aproximava do seu final, o atacante argentino Monturo num gesto de selvageria pulou com os dois pés sobre o tricolor Roliço, o que provocou o revide na mesmo moeda do baiano Jota Alves. Diante disto, o juiz José Cavalcanti de Brito acertadamente expulsou os dois jogadores, mas as cenas degradantes prosseguiram, quando logo depois os jogadores Alvarez e Hamilton agrediram-se mutuamente e sendo também expulsos.
Após estas expulsões, como o jogo estava cada vez mais tumultuado, e já havia decorrido 42 minutos da etapa complementar, o juiz José Cavalcanti de Brito resolveu dar por encerrada a partida faltando 3 minutos para o encerramento do tempo regulamentar. Ao final o Bahia teve um vitória justa e merecida e aos argentinos ficou o registro do péssimo comportamento.

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