PARTIDA NUM.: 2329 (ÉPICO)
COMPETIÇÃO: Campeonato Brasileiro (Fase Final)
JOGO: Bahia 2 X 2 Cruzeiro (MG)
DATA: Domingo, 12 de fevereiro de 1978
LOCAL: Salvador-BA
ESTÁDIO: Governador Octávio Mangabeira (Fonte Nova)
JUIZ: Dulcídio Vanderlei Boschilia (SP)
AUXILIARES:
EXPULSÃO:
C. AMARELO: Jorge Campos e Vanderlei (Cru)
RENDA:
PÚBLICO: 41.298
GOLS: Jésum e Jorge Campos (Bah) e Nelinho e Joãozinho (Cru)
EXPULSÃO:
C. AMARELO: Jorge Campos e Vanderlei (Cru)
RENDA:
PÚBLICO: 41.298
GOLS: Jésum e Jorge Campos (Bah) e Nelinho e Joãozinho (Cru)
BAHIA: Luiz Antônio, Toninho, Zé Augusto, Sapatão e Ricardo Longui; Baiaco, Luciano (Douglas) e Altimar; Washington Luís, Jorge Campos e Jésum.
TREINADOR: Carlos Froner
CRUZEIRO: Raul, Nelinho, Zezinho Figueroa, Darci Menezes e Vanderlei; Flamarion, Erivelton e Eduardo Amorim; Tadeu (Revétria), Lívio (Vicente) e Joãozinho.
TREINADOR: Aymoré Moreira
OBSERVAÇÃO: Neste décimo sexto jogo do Bahia no Campeonato Brasileiro de 1977, o Cruzeiro sob o comando do experiente Técnico Aymoré Moreira, possuía um verdadeiro esquadrão com Raul, Nelinho, Flamarion e Joãozinho. Este timaço atacava sempre, ao mesmo tempo em que exibia uma defesa que atuava com extrema precisão.
Já o Tricolor Baiano era treinado pelo também experiente Técnico Carlos Froner, e possuía um timaço formado por craques do naipe de Toninho, Baiaco, Douglas, Altimar, Jorge Campos e Jésum, todos eles no melhor de sua forma.
O Jogo
O jogo começa e o Cruzeiro logo se apresenta ofensivamente, enquanto o Bahia criava chances nos contra-ataques. O melhor momento desta etapa inicial para o Tricolor foi quando Baiaco chuta a bola no travessão, depois de ter recebido de Ricardo Longui, num lance que o goleiro cruzeirense Raul já estava batido.
Resumindo a primeira etapa terminaria em um frustrante 0 X 0, apesar das oportunidades criadas de ambos os lados.
Segundo Tempo
Para o segundo tempo o Bahia adota a mesma tática de jogar nos contra-ataques, mas logo aos 5 minutos da partida o Cruzeiro mostrou seu 'potencial' quanto o Xerife Tricolor, o zagueiro Sapatão, fez falta no cruzeirense Joãozinho e Nelinho de forma magnifica cobrou no canto direito do goleiro Luís Antônio que, ainda chegou a tocar na bola, mas não conseguiu evitar o primeiro gol da Raposa. Cruzeiro 1 X 0.
Um minuto depois Sapatão cometeu nova falta e Nelinho, ao cobrar, virou o jogo da esquerda para direita, onde se encontrava o jogador Joãozinho. Este disputou a bola com o lateral Toninho, driblou o goleiro Luis Antônio e chutou firme no canto esquerdo marcando assim o segundo gol da Raposa. Cruzeiro 2 X 0.
A partir daí o script do jogo se invertia, e enquanto o Cruzeiro passou a jogar nos contra-ataques, o Bahia atacava em bloco. Até os 41 minutos os cruzeirenses resistiam as investidas do Tricolor, enquanto a Torcida do Bahia, já sem esperança, começava a deixar o estádio. Tudo indicava que o Tricolor Baiano iria perder a sua invencibilidade na Fonte Nova naquele campeonato, mas do outro lado estava o "Esquadrão de Aço".
Confirmando a sua mística de que o Bahia só perde uma partida quando o juiz apita o final do jogo, aos 42 minutos, o craque Jorge Campos, fugindo da marcação do cruzeirense Zezinho Figueroa, cruzou para área e o atacante Jésum que vinha na carreira entrou rapidamente surpreendendo o goleiro Raul para assim marcar o primeiro gol do Bahia. Agora era Bahia 1 X 2 Cruzeiro.
Apesar deste gol a Torcida Tricolor continuou a deixar o estádio, pois a maioria acreditava que aquele seria apenas o nosso "Gol de Honra". Os torcedores que permaneceram nas arquibancadas ainda comemoravam timidamente o primeiro gol, quando o Bahia interceptou a saída de bola cruzeirense, foi a frente, e ganhou o escanteio. O lateral Toninho fez uma cobrança precisa, tendo a bola cruzado a pequena área e sendo acariciada por um doce voleio de Jorge Campos para dentro do gol cruzeirense. Era o segundo gol do Bahia.
O tricolor empurrado pela sua torcida continuou pressionando o Cruzeiro até o final da partida, e certamente teria virado este jogo épico se tivesse mais alguns minutos. Este foi um dos jogos mais sensacionais da historia do Tricolor Baiano, realmente inesquecível e com sabor de vitória.
Vale lembrar que o resultado desta partida colocava o Bahia na terceira colocação do Grupo T do campeonato, enquanto o Cruzeiro ficava na quarta colocação.


Nenhum comentário:
Postar um comentário