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domingo, 1 de setembro de 2013

BIRIBA

BIRIBA
 



JOGADOR: Biriba
NOME: Armindo Avelino de Santana
DATA DE NASCIMENTO: 10 de novembro de 1938

LOCAL: Salvador-BA
DATA DE FALECIMENTO: 24 de maio de 2006
LOCAL: Salvador-BA
POSIÇÃO: Atacante (Ponta Direita e Esquerda)
PERÍODO: 1957 à 1969
ID CBF: 19304
JOGOS: 529 partidas
GOLS: 110 gols
ORIGEM: Divisão de Base do Clube
JOGO DE ESTREIA:
Bahia 2 X 1 Galícia-BA em partida amistosa realizada no dia 28/04/1957.
JOGO DE DESPEDIDA:

CLUBES NA CARREIRA: Bahia.

TÍTULOS NO CLUBE

* Campeão do Torneio Amizade em 1959
* Campeão do Torneio Quadrangular Interestadual de Salvador de 1960
* Campeão do 1º Quadrangular de Salvador de 1961
* Campeão do 2º Quadrangular de Salvador de 1961
* Campeão do Torneio Quadrangular Walter Passos de 1962
* Campeão do Torneio Início de 1964
* Campeão do Torneio Início de 1967
* Campeão Baiano de 1958, 1959, 1960, 1961, 1962 e 1967
* Campeão do Norte/Nordeste de 1959, 1961 e 1963
* Campeão Brasileiro de 1959.

OBSERVAÇÃO: Originado da base do Clube, ponta de velocidade que jogava nas duas extremas, insinuante e artilheiro (é o décimo maior artilheiro da história do clube com 113 gols), Biriba foi um jogador de um estipe muito especial: a dos jogadores que eram torcedores fiéis, formada entre outros por ídolos como Baiaco, Beijoca, Zé Carlos e Bobô. Jogando tanto na porta-esquerda quanto na ponta-direita, Do elenco campeão da I Taça Brasil, foi o único dos 20 jogadores a somente vestir, durante toda a carreira profissional, a camisa do Bahia. Iniciada em 1957, sua história no clube se encerrou em 1969, em incríveis 12 temporadas, pouco depois de completar 30 anos.

Fez parte do famoso time "Juventude Transviada" de 1957 (time montado para disputar o Campeonato Baiano de 1957 enquanto o time titular excursionava pela Europa, integrado que era por aspirantes, reservas e garotos forjados em sua maioria no próprio clube), que derrotou o poderoso Benfica (POR) por 4 X 1 na Fonte Nova naquele ano. Oportunista, fez o último gol do Bahia naquela partida, depois de uma jogada de Olício pela esquerda. Promovido ao time principal e sem chances de ser efetivado na direita em razão da excelente fase de Marito, acabou virando extrema canhoto.

Na conquista da Taça Brasil de 1959 este jogador simbolizou a garra de todo o time do Bahia, como no jogo contra o Vasco, quando jogou com a cabeça enfaixada depois da falta maldosa cometida pelo jogador Paulinho.

Foram deles os gols decisivos para aquela conquista, como no jogo contra o Sport em Recife-PE, quando subindo mais do que o gigante goleiro Manga, marcou um gol de cabeça e principalmente na vitória de 3X2 sobre o Santos-SP na Vila Belmiro, quando então marcou o gol de empate do Bahia.

Biriba fez parte do elenco do Bahia que excursionou pela a Europa em 1960 e também do elenco que participou do Torneio Internacional de Nova York em 1964. Veio a falecer em Salvador em maio de 2006 aos 67 anos de idade.

FOTOS:


Campeões da Taça Brasil de 1959.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

JOGO 1100

PARTIDA NUM.: 1100 (ÉPICO)
COMPETIÇÃO: Taça Brasil (Segunda Fase - Quarta de Final da Zona Norte - Jogo Extra)


JOGO: Bahia 2 X 0 Sport (PE)
DATA: Terça-feira, 03 de novembro 1959
LOCAL: Recife-PE
ESTÁDIO: Adelmar da Costa Carvalho (Ilha do Retiro)
JUIZ: William Costa (BA)
AUXILIARES: Jose Cavalcante de Brito (BA) e Alfredo Bernardes Torres (PE)
C. AMARELO: Na época ainda não existia
RENDA: Cr$ 224.350,00
PÚBLICO: Não Divulgado
GOLS: Biriba e Léo Briglia (Bah)
BAHIA: Nadinho, Leone, Henrique, Vicente Arenari e Beto; Flávio e Ari; Marito, Alencar, Léo Briglia e Biriba.
TREINADOR: Ephigênio de Freitas Bahiense (Geninho)
SPORT: Dick, Bria, Cido, Dedé e Ney Andrade; Zé Maria e Raúl Bentancor; Traçaia, Bé, Osvaldo e Djalma. 
TREINADOR: Francisco de Assis Capuano (Capuano)

OBSERVAÇÃO: Oitavo jogo (jogo da negra) do tricolor na Taça Brasil de 1959. O Bahia havia ganho do Sport por 3 X 2 na Fonte Nova na primeira partida da melhor de três que acabaria acontecendo para se decidir quem jogaria as semifinais da Taça Brasil daquele ano com o Vasco. Na partida seguinte em Recife o Sport goleou o Tricolor da 'Boa Terra' Bahia 6 X 0 e assim foi necessário realizar um jogo extra também em Recife no dia 03/11/1959. 

Após a goleada, esta derrota humilhante para o rubro-negro pernambucano e as criticas impiedosas da imprensa de Pernambuco, faziam com que ninguém no Recife acreditasse na recuperação do Bahia.

Um radialista pernambucano não poupou os jogadores tricolores da execração dizendo: "Henrique é um grande atoa que só tem tamanho, Alencar não vale 50 centavos, apesar da recusa de 1,5 milhão de cruzeiros pelo seu passe e Nadinho é um elegante engolidor de frangos" e a imprensa pernambucana continuava dizendo: "Os baianos jogam um futebol feio, sua defesa não consegue conter o avanço dos pernambucanos, e seu ataque é inofensivo", já do Sport a imprensa pernambucana dizia: "Invencíveis gladiadores, donos de classe, técnica, fibra e experiência e que mesmo sem estarem num grande dia, enfiaram 6 X 0 no pobre Bahia".

Toda esta execração da imprensa pernambucana mexeu com os brios do time comandado por Geninho, e quando o Bahia entrou em campo no Estadio da Ilha do Retiro, em Recife, naquela noite de terça-feira (03/11/1959), nos cines Art e Liceu em Salvador estava em cartaz o filme "A Revolta dos Gladiadores", mas naquela noite os Gladiadores não seriam os Pernambucanos e sim os revoltados Baianos

Curiosamente vale lembrar que para esta partida o presidente tricolor Osório Vilas Boas havia combinado com o responsável do controle do placar do Estádio da Ilha do Retiro para que não mudasse o resultado da partira anterior (Sport 6 X 0 Bahia), e no dia jogo, ao entrar em campo com os jogadores, o presidente reuniu todos e mostrou o vexatório placar de 6 X 0 pedindo uma vitória a qualquer custo.

O Jogo

Logo após o inicio da partida ficou claro o domínio do Bahia que apresentava um jogo técnico com muita raça e fibra de seus jogadores, enquanto o Sport nesta noite era quem não passava de um arremedo de time.

O jogador Biriba fez o primeiro gol do Bahia após uma cabeçada despretensiosa que o goleiro Dick do Sport não acreditou que teria o caminho das redes e só se deu conta do desastre quando a bola já estava no fundo do gol. E assim terminaria o primeiro tempo Sport 0 X 1 Bahia, resultado este que já era suficiente para o Tricolor Baiano se classificar para a s semifinais da Taça, mas ainda restava o segundo tempo.

Segundo Tempo

O Bahia continuou jogando bem e não demorou muito para o jogador Leo Briglia marcar o segundo gol do Tricolor Baiano, numa jogada em que Biriba fez de tudo, menos o gol. O Bahia assim sagrava-se Campeão do Norte-Nordeste e estava nas semifinais da Taça Brasil de 1959.

Com o apito final do juiz da partida, todo time tricolor, comissão técnica e dirigentes se emocionaram, e para se ter uma ideia da forte emoção daquele momento, vale lembrar que o jogador Leone desmaiou em campo só recobrando os sentidos 20 minutos depois, sob os cuidados de Hilton Gosling, médico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1958.

Este foi foi um dos momentos épicos da história esportiva do Tricolor da 'Boa Terra' que mostrou aos comandados do técnico Capuano (duros adversários que valorizaram o triunfo e o título conquistado) e a desdenhosa imprensa pernambucana de que 'nem sempre as coisas são como parecem ser'.

O Bahia não só venceu a partida com muita garra dos seus jogadores, como também funcionou o esquema tático do Técnico Geninho. Era a conquista do seu primeiro título regional, o de "Campeão do Norte-Nordeste". 

A taça foi entregue ao Bahia logo após o jogo pelo Superintendente da CBD, Mozart Di Giorgio, que estava presente acompanhando a partida e logo levada para os vestiários ao som do "Hino do Bahia" cantado pelos próprios jogadores e dirigentes.

O jornalista baiano Genésio Ramos, enviado especial do Jornal A TARDE ao Recife, assim resumiu aquela vitória: " O Bahia venceu graças à bravura, senso de honra e disciplina de uma rapaziada digna de ter seus nomes consagrados na história. O que mais impressionou nos nossos atletas foi a fibra, para mostrar que não se cai na Arena quando está em jogo a honra".

Na manhã do dia 04/11, a imensa torcida tricolor realizou uma passeata pelas principais ruas de Salvador, tendo a frente uma camioneta comandando o cortejo, ao som do belo 'Hino do Bahia', e sendo seguida por inúmeros automóveis com diretores, fãs e desportistas, para em seguida seguirem em direção ao Aeroporto da capital baiana onde receberiam com uma grande festa a delegação tricolor vinda do Recife.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

JOGO 1094

PARTIDA NUM.: 1094
COMPETIÇÃO: Taça Brasil (Primeira Fase - Finais do Grupo Nordeste - Jogo Extra)


JOGO: Bahia 2 X 1 Ceará (CE)
DATA: Terça-feira, 29 de setembro 1959
LOCAL: Salvador-BA
ESTÁDIO: Governador Octávio Mangabeira (Fonte Nova)
JUIZ: José Monteiro Alencar (CE)
AUXILIARES: José Cavalcante de Brito (BA) e Valdizar Reis (CE)
C. AMARELO: Na época ainda não existia
RENDA: Cr$ 379.310,00

PÚBLICO: 8.500 pagantes aproximadamente
GOLS: Biriba e Léo Briglia (na prorrogação) (Bah) e Doca (Cea)
BAHIA: Nadinho, Leone, Beto, Vicente Arenari e Florisvaldo; Flávio Ari; Marito, Careca, Léo Briglia, e Biriba.
TREINADOR: Ephigênio de Freitas Bahiense (Geninho)
CEARÁ: Gilvan, William, Alexandre, Claudinho e Carneiro; Cláudio e Doca; Carlito, Valter Vieira, Gilberto e Zezinho. 
TREINADOR: Astrogildo Nery

OBSERVAÇÃO: Quinto jogo (jogo da negra) do Bahia na Taça Brasil de 1959. Essa terceira partida com o bi-campeão cearense foi realizada 48 horas depois também na Fonte Nova, conforme determinava o regulamento da competição.

O Regulamento também indicava que em caso de empate, haveria uma prorrogação de 30 minutos e persistindo o empate, mais uma prorrogação de 15 minutos. Finalmente se ainda a igualdade persistisse, um sorteio seria realizado colocando os nomes dos dois clubes em uma urna e o primeiro que fosse tirado de dentro seria o clube classificado. Apesar de na época não existir registros de competições decididas através de tiros livres da marca do pênalti, esse critério esdruxulo de desempate do regulamento foi bastante criticado pela imprensa, como assinalou (por exemplo) o Diário de Notícias de Salvador dizendo: " Não é um critério esportivo, convenhamos, melhor seria que o regulamento mandasse cobrar pênaltis".

Assim sendo, já prevendo a possibilidade de haver uma prorrogação (como realmente acabou ocorrendo), a CBD resolveu programar a partida para mais cedo do que de costume, e assim o jogo foi iniciado as 20:30.

O JOGO

Nesta partida eletrizante a tônica do jogo foi o Bahia pressionando desde o inicio a equipe cearense que se defendia como podia, mas sempre buscando o gol em rápidos e perigosos contra-ataques .

O goleiro cearense Gilvan, que havia substituído o titular Harry Carrey, fez inúmeras defesas impedindo a abertura do placar, enquanto o goleiro tricolor Nadinho, também enfrentava dificuldades com o ataque cearense, até que aos 35 minutos, o craque baiano Biriba fez uma jogada sensacional abrindo o placar e fazendo BAHIA 1 X 0 CEARÁ.

Porém aos 40 minutos, o Bicampeão Cearense mostrou que não estava ali por acaso, quando o jogador Doca, aproveitando-se de uma indecisão da retaguarda tricolor decretou a igualdade no placar fazendo BAHIA 1 X 1 CEARÁ, e assim terminou a primeira etapa da partida.

SEGUNDO TEMPO

A segunda etapa da partida seguiu com a mesma configuração da etapa anterior, tendo o Bahia comandando as ações desde o seu início atacando constantemente a meta cearense, enquanto o seu adversário respondia com rápidos e perigosos contra-ataques, porém o placar permaneceu inalterado, e assim (como previa o regulamento) foi necessária a realização da prorrogação.

Curiosamente vale registrar que no intervalo (antes do início desta prorrogação) o presidente do Bahia na época, a raposa Osório Vilas-Boas, levou os jogadores para o Dique do Tororó (lagoa que fica próxima do Estadio da Fonte Nova) e disse a eles: "Eu prometo um bicho de 10 contos para vocês vencerem o jogo". Nesse momento o jogador Léo Briglia tomou a palavra e retrucou dizendo: "Presidente, não estamos pensando em bicho e sim em vencer o jogo e vamos vencer de qualquer modo".

PRORROGAÇÃO

Dado inicio a prorrogação, o Tricolor Baiano continuou atacando o seu adversário, e aos 8 minutos, o inesquecível (pra quem o viu jogar) ponta-direita Marito (Diabo Louro) chutou forte, mas o zagueiro cearense William salvou a meta do goleiro Gilvan quando a bola já estava entrando.


Aos 20 minutos, o itabunense Léo Briglia quase marca acertando uma bomba na trave cearense, após ter recebido um passe magistral do atacante Careca.

Um minuto depois, novamente em jogada de Léo, o Bahia chegou ameaçando a meta cearense quando o itabunense em jogada espetacular passou por toda defesa e só não fez o gol por intervenção do goleiro Gilvan que praticou a mais fabulosa defesa da noite pagando o ingresso de todos que foram ao estádio.

Porém a noite era do craque Léo Briglia e para infelicidade do Bi-campeão Cearense o Esquadrão de Aço estava destinado a chegar a final da competição tornando-se o primeiro campeão brasileiro da história.

Assim sendo, aos 27 minutos da prorrogação, em jogada que levou ao delírio os torcedores tricolores que acompanhavam a partida, o predestinado da noite (lembrem do que ele disse ao presidente Osório no intervalo?) em mais uma jogada espetacular fazia BAHIA 2 X 1 CEARÁ, estava decretada a classificação do tricolor baiano para enfrentar as finais da Zona NORTE-NORDESTE da competição, onde pela segunda vez em sua historia se sagraria Bi-Campeão do Norte-Nordeste em jogos eletrizantes contra o poderoso Sport Recife.

Vale registrar também que em reconhecimento a superioridade técnica do Esquadrão de Aço e em agradecimento a boa acolhida que a sua delegação recebeu na Bahia, no dia seguinte após a partida o Sr. Expedito Borges (chefe da delegação cearense) enviou um telegrama ao Bahia dizendo: "Sinceros parabéns, grande vitória obtida ontem. Agradeço boa acolhida dispensada nossos atletas e componentes delegação, fazendo votos maiores de sucesso próximos jogos Taça Brasil".

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

JOGO 1223

PARTIDA NUM.: 1223
COMPETIÇÃO: Amistoso Interestadual

 
JOGO: Bahia 4 X 5 Cruzeiro do Sul (SP) 
DATA: Sexta-feira, 19 de maio de 1961 
LOCAL: Petrópolis-RJ
ESTÁDIO: Não disponível
JUIZ: Não disponível
AUXILIARES: Não disponível
C. AMARELO: Na época ainda não existia 
RENDA: Não disponível
PÚBLICO: Não disponível
GOLS: Didico (2), Flávio e Biriba (Bah) e
BAHIA: Jair (Antoninho), Lucas (Braga), Henrique e Ney Andrade; Flávio e Joe; Marito, Paulinho (Biriba) Didico, Ary e Biriba (Geraldo Simões).
TREINADOR: Não disponível
CRUZEIRO DO SUL: Não disponível
TREINADOR: Não disponível
 
OBSERVAÇÃO: Décimo sétimo jogo do Bahia na excursão ao Sul e Sudeste do Brasil.