PARTIDA NUM.: 1119 (ÉPICO)
COMPETIÇÃO: Taça Brasil (Fase Final - Finais - Jogo Extra)
JOGO: Bahia 3 X 1 Santos (SP)
DATA: Terça-feira, 29 de março 1960
LOCAL: Rio de Janeiro-RJ
ESTÁDIO: Jornalista Mario Filho (Maracanã)
JUIZ: Frederico Lopes (RJ)
AUXILIARES: Wilson Lopes de Souza (RJ) e Aírton Vieira de Morais (Sansão) (RJ)
EXPULSÃO: Vicente Arenari (Bah) Getúlio, Formiga e Dorval (San)
C. AMARELO: Na época ainda não existia
RENDA: Cr$ 642.703,00
PÚBLICO: 17.330 pagantes
RENDA: Cr$ 642.703,00
PÚBLICO: 17.330 pagantes
GOLS: Vicente Arenári, Léo Briglia e Alencar (Bah) e Coutinho (San)
BAHIA: Nadinho; Beto, Henrique Vicente Arenári e Nenzinho; Flávio e Mário; Marito, Alencar, Léo Briglia e Biriba.
TREINADOR: Carlos Martin Volante (ARG)
SANTOS: Lalá; Getúlio, Mauro, Formiga e Zé Carlos; Zito e Mário; Dorval, Pagão (Tite), Coutinho e Pepe.
TREINADOR: Luís Alonso Pérez (Lula)
OBSERVAÇÃO: Décimo quarto e último jogo (jogo da negra) do Bahia na Taça Brasil de 1959. Com esse resultado o Bahia sagrou-se o primeiro CAMPEÃO DO BRASIL e se classificou para representar o Brasil na Taça Libertadores da América.
O Bahia havia perdido o jogo anterior e para essa partida
em “campo neutro” precisaria se recuperar. O jogador Vicente Arenari Filho havia sido
citado pelo juiz na partida de Salvador e por consequência disso fora punido
com um jogo.
Veio então o julgamento do jogador que ocorreu no Rio de
Janeiro (Estado da Guanabara), onde o advogado do Bahia, Dr. Octávio Vilas
Boas, solicitou a revisão do processo, recurso que raramente é admitido.
Após um trabalho maravilhoso de defesa do advogado baiano (elogiado
até mesmo próprio Presidente do Superior Tribunal Federal, Dr. Max Gomes de
Paiva), o jogador Vicente Arenari acabou absorvido por 5 votos a favor e 2
contra.
Vencida essa parte, o presidente do Bahia, Osório Vilas
boas, sabendo que o Santos estava de viajem marcada para uma temporada fora do
país, procurou a diretoria santista e com sua conhecida astúcia informou a eles
que o Bahia não queria de maneira nenhuma prejudicar o time do Santos, de modo que
o Bahia estava disposto a acertar junto com a CBD (antiga CBF) outra data para
o jogo, caso fosse do interesse do Santos. O Santos topou a proposta do Bahia e
assim foi assinado um protocolo, após o qual o presidente santista, Athié Jorge Coury,
agradeceu a cooperação do Osório. Estava armada a arapuca.
O Santos viajou e voltou todo esfacelado
e com Pelé contundido, enquanto o Bahia aqui ficou se preparando para esse único
jogo. O resultado não poderia ter sido outro, e assim o Esporte Clube Bahia
(clube que Nasceu Para Vencer) sagrou-se o 1º CAMPEÃO DO BRASIL, graças em grande parte a "habilidade" e a "astúcia" de seu presidente que já naquela época era uma raposa.
Após a conquista veio à comemoração. A Taça de Campeão da
1ª Taça Brasil foi oferecida ao Bahia pelo Presidente da República Juscelino
Kubitchek, e entregue ao então Deputado Federal Antônio Carlos Magalhães
(torcedor do Leãozinho da Barra) representante do Governador Juraci Magalhães,
pelas mãos do Presidente do Conselho Nacional de Desportos (CND), Geraldo Starling.
FOTOS:
FOTOS:
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| Jogadores do Bahia e do Santos se cumprimentam antes do começo da partida. |
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| Vicente Arenari recebendo o combate do jogador Pepe do Santos. |
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| Os jogadores do Bahia dão a volta olímpica no Maracanã após o final da partida assombrando o Brasil. |
JORNAIS:
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| Jornal Diário de Notícias do Rio de Janeiro Seção 2 - Pág. 08 - 30-03-1960 |
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| Jornal Diário de Notícias do Rio de Janeiro Seção 2 - Pág. 08 - 30-03-1960 |
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| Jornal do Brasil do Rio de Janeiro Primeiro Caderno - Pág. 12 - 30-03-1960 |
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| Jornal Correio da Manhã do Rio de Janeiro Segundo Caderno - Pág. 7 - 30-03-1960 |
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| Jornal Correio da Manhã do Rio de Janeiro Segundo Caderno - Pág. 14 - 30-03-1960 |
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| Capa do Jornal da Bahia 30-03-1960 |












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