terça-feira, 24 de setembro de 2013

JOGO 1099

PARTIDA NUM.: 1099
COMPETIÇÃO: Taça Brasil (Segunda Fase - Quarta de Final da Zona Norte - Jogo de Volta)


JOGO: Bahia 0 X 6 Sport (PE)
DATA: Sexta-feira, 30 de outubro 1959
LOCAL: Recife-PE
ESTÁDIO: Adelmar da Costa Carvalho (Ilha do Retiro)
JUIZ: José Cavalcante de Brito (BA)
AUXILIARES: José Teixeira de Carvalho (PE) e Evandro Ferreira (PE)
C. AMARELO: Na época ainda não existia
RENDA: CR$ 155.570,00
PÚBLICO: Não divulgado
GOLS: Osvaldo (3), Traçaia, Raúl Betancor, e Bé (Spo)
BAHIA: Nadinho, Leone (Beto), Henrique; Vicente Arenari e Beto (Florisvaldo); Flavio e Ari; Marito, Alencar, Léo Briglia e Biriba.
TREINADOR: Ephigênio de Freitas Bahiense (Geninho)
SPORT: Dick, Bria, Cido, Dedé e Ney Andrade; Zé Maria e Raúl Bentancor; Traçaia, Bé, Osvaldo e Elcir
TREINADOR: Francisco de Assis Capuano (Capuano)

OBSERVAÇÃO: Sétimo jogo (jogo da volta) do Bahia na Taça Brasil de 1959. O resultado desta partida foi surpreendente para todos, já que se questionava na época como um duelo marcado pelo equilíbrio poderia produzir um resultado tão elástico e desastroso para uma das partes? Ainda mais que, o Sport não havia obtido triunfo em nenhum dos últimos cinco jogos contra o Tricolor da Boa Terra. 

Porém o que a maioria não ficou sabendo na época é que com a euforia pela vitória no jogo anterior (em Salvador) os jogadores tricolores tapearam o Presidente Osório Vilas Boas e o Treinador Geninho e foram liberados logo após a partida. O resultado disso foi que eles caíram na farra na noite baiana. Para piorar a situação aconteceu um atraso do voo para Recife na véspera da partida. O embarque que seria feito pela manhã somente ocorreu no final do dia. Acontece que a questão não foi o cansaço causado pela espera e pela viagem, mas o fato dos jogadores terem deixado as instalações do Aeroporto Dois de Julho parar farrear na paradisíaca Lagoa do Abaeté.

O técnico Geninho chegou a relatar o estado dos jogadores para o Presidente Osório dizendo:  "O time está um mulambo", quando esse chegou ao campo de jogo, no momento em que o Bahia já perdia por 4 X 0, isto devido também ao atraso do voo que levara o presidente ao Recife.

O vexame em Recife foi assistido pela Cúpula da CBD (antiga CBF), formada na época João Havelange e Mozart Di Giorgio, que resolveram entrar na gozação dos pernambucanos e apesar do Presidente Osório ser reconhecido como um mestre em cultivar relacionamentos, este preferiu na "fazer sala" aos dirigentes da CBD e tratou de acertar o terceiro jogo previsto no regulamento diretamente com o presidente do Sport.

A partida da negra estava marcada inicialmente para o dia 02/11 "Dia de Finados", que cairia uma segunda-feira, porém o Presidente Osório Vilas Boas sentindo o abatimento tricolor, espertamente convenceu a diretoria do Sport a transferir o jogo para o dia 03/11, argumentando que jogar no Dia de Finados seria um desrespeito aos mortos, além de um tremendo erro no aspecto financeiro, já que as pessoas não deixariam de homenagear seus mortos para assistir uma partida de futebol.

Com a concordância da Diretoria do Sport o jogo foi transferido então para o dia 03/11, e imediatamente o Presidente Osório orientou ao Técnico Geninho para que colocasse os jogadores do Bahia em regime total de concentração. Detalhe: Após a derrota, o presidente do Bahia entrou no vestiário reservado ao tricolor e reuniu todos o jogadores para lhes dizer que eles eram covardes.

Enquanto isso os jogadores do Sport ficaram tão entusiasmados com a vitória que conseguiram junto a Diretoria do Sport uma folga naquela noite e foram comemorar no BAR DO BAYMA.

O Presidente do Bahia, 'cobra criada' e muito astuto, enviou o Treinador Geninho e os jogadores de volta o Hotel São Domingos e seguiu para festa rubro-negra. Chegando lá começou a conversar com os jogadores, pagou cervejas para todos os participantes e quando notou que os jogadores estava 'mamados' deixou a festa retornando ao hotel. Estava armada a arapuca.

FOTOS:

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