PARTIDA NUM.: 227 (ÉPICO)
COMPETIÇÃO: Campeonato Baiano (Primeiro Turno)
JOGO: Bahia 10 X 2 Vitória (BA)
DATA: Domingo, 20 de novembro de 1938
LOCAL: Salvador-BA
ESTÁDIO: Arthur Rodrigues de Moraes (Campo da Graça)
JUIZ: Anísio Silva (BA)
AUXILIARES: Não disponível
C. AMARELO: Na época ainda não existia
RENDA: Não disponível
PÚBLICO: Não disponível
RENDA: Não disponível
PÚBLICO: Não disponível
GOLS: Vareta (3), Marzol (3), Pedro Amorim (3) e Jorge (Bah) e Mozart e Manoelito (Vit)
BAHIA: Maia (Menezes), Bahiano, Tarzan (Serra); Mário Ramos, Munt e Gia (Guga); Pedro Amorim (Antenor), Marzol, Vareta (Tintas), Kuko e Jorge.
TREINADOR: Antônio Barbosa
VITÓRIA: Henriquinho, Aloysio I e Olivaldo (Umbelino); Bengalinha, Mozart, e Aloysio II; Mesquita, Manoelito, Siri, Mila e Zezé Catharino.
Vale dizer também que esta partida era cercada por grandes expectativas devido a estreia em jogos oficiais do jogador Marzol (já havia disputado uma partida amistosa contra o Botafogo no dia 01/11), que havia chegado ao Bahia precedido de grande cartaz vindo do Bonsucesso do Rio de janeiro.
O Jogo
Após o apito do juiz Anísio Silva, o Vitória partiu pra cima. O jovem Bengalinha movimentava-se bem, enquanto o centroavante Siri dava trabalho à defensiva tricolor. Tanto é que o rubro-negro acabou abrindo o placar aos 6 minutos do primeiro tempo através do jogador Mozart.
Entretanto, a partir do gol do Vitória o estreante Marzol começou a fazer a diferença. Bom controlador de bola, passes precisos, ele começou a construir a goleada.
Aos 12 minutos Marzol deu o passe para o artilheiro Vareta empatar a partida e aos 18 ele mesmo desempatou.
Aos 38 minutos o Bahia já vencia a partida por 5 X 1, com outros gols de Pedro Amorim, Vareta e Jorge respectivamente e assim terminou o primeiro tempo.
Segundo Tempo
No segundo tempo o massacre continuou. Até os 30 minutos o Bahia já havia aumentado o placar para 7 X 1 através de Marzol e Pedro Amorim, quando então Manoelito diminuiu para o Vitória fazendo o segundo gol.
Isto provocou a ira dos tricolores que antes do final da partida marcariam mais três gols através de Marzol, Vareta e Pedro Amorim respectivamente, e logo após o Juiz Anísio Silva apitou o final da partida encerrando o martírio rubro-negro.
O assunto principal das conversas na segunda-feira, dia seguinte após o jogo, nas esquinas da Rua Chile, no Comércio e na Avenida Sete, era a goleada sofrida pelo Leãozinho da Barra no dia anterior, um placar inédito até então, nos 40 anos de história do rubro-negro baiano.
O jornal A TARDE da época assim comento: "A contagem de ontem é um verdadeiro escore arranha-céu, no dizer de um confrade cearense".
TREINADOR: Não disponível
OBSERVAÇÃO: O clima antes deste BAXVI histórico pelo Segundo Campeonato Baiano de 1938 (houve dois campeonatos neste ano) era de guerra, afinal no dia 1º de maio o Bahia havia goleado o Leãozinho da Barra por 9 X 4, quando naquela partida o artilheiro Vareta (ex-Galícia e Ypiranga) infernizou a zaga rubro-negra marcando quatro gols. O clima era de revanche, mas não se esperava naquela época uma nova goleada porque o Vitória queria ir a a forra.
Na sexta-feira dia 18/11, a seção de esportes do Jornal A TARDE previa para o encerramento do turno um 'jogo difícil'.
"Os tricolores, lideres da tabela, não estão seguros de vencer a porfia. Apesar da solidez da sua retaguarda e da ação produtiva de sua ofensiva, a turma do Vitória é uma ameaça terrível, capaz de tirar o título de invicto do turno. Os rubro-negros, colocados no ultimo lugar da tabela, empregarão supremos esforços para vencer a jornada de Domingo", dizia o jornal A TARDE da época.
Já o jogador Ciridião (ou Siri) do Vitória que, depois viria a jogar pelo Bahia, afirmava: "O Bahia é forte e é o melhor conjunto da cidade (naquela época o Campeonato Baiano só era disputado por clubes da capital), mas não é invencível".
O Jogo
Após o apito do juiz Anísio Silva, o Vitória partiu pra cima. O jovem Bengalinha movimentava-se bem, enquanto o centroavante Siri dava trabalho à defensiva tricolor. Tanto é que o rubro-negro acabou abrindo o placar aos 6 minutos do primeiro tempo através do jogador Mozart.
Entretanto, a partir do gol do Vitória o estreante Marzol começou a fazer a diferença. Bom controlador de bola, passes precisos, ele começou a construir a goleada.
Aos 12 minutos Marzol deu o passe para o artilheiro Vareta empatar a partida e aos 18 ele mesmo desempatou.
Aos 38 minutos o Bahia já vencia a partida por 5 X 1, com outros gols de Pedro Amorim, Vareta e Jorge respectivamente e assim terminou o primeiro tempo.
Segundo Tempo
No segundo tempo o massacre continuou. Até os 30 minutos o Bahia já havia aumentado o placar para 7 X 1 através de Marzol e Pedro Amorim, quando então Manoelito diminuiu para o Vitória fazendo o segundo gol.
Isto provocou a ira dos tricolores que antes do final da partida marcariam mais três gols através de Marzol, Vareta e Pedro Amorim respectivamente, e logo após o Juiz Anísio Silva apitou o final da partida encerrando o martírio rubro-negro.
O assunto principal das conversas na segunda-feira, dia seguinte após o jogo, nas esquinas da Rua Chile, no Comércio e na Avenida Sete, era a goleada sofrida pelo Leãozinho da Barra no dia anterior, um placar inédito até então, nos 40 anos de história do rubro-negro baiano.
O jornal A TARDE da época assim comento: "A contagem de ontem é um verdadeiro escore arranha-céu, no dizer de um confrade cearense".
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