quinta-feira, 15 de agosto de 2013

JOGO 233

PARTIDA NUM.: 233
COMPETIÇÃO: Amistoso Interestadual


JOGO: Bahia 4 X 1 América (RJ)
DATA: Domingo, 12 de março de 1939
LOCAL: Salvador-BA
ESTÁDIO: Arthur Rodrigues de Moraes (Campo da Graça)
JUIZ: Luiz Vaintraub (RJ)
AUXILIARES: Não disponível
EXPULSÃO: Não disponível
C. AMARELO: Na época ainda não existia
RENDA: 34:000$000
PÚBLICO:
Não disponível
GOLS: Vareta (2), Jorge e Pedro Amorim (Bah) e Hortêncio de Souza (Amé)
BAHIA: Maia; Bahiano e Tarzan; Mário Ramos, Munt e Guga (Gia); Pedro Amorim, Henrique, Vareta, Marzol (Tintas) e Jorge.
TREINADOR: Não disponível
AMÉRICA: Gaúcho; Vital e Badú; Sidnei, Og e Bolinha; Galego, Hortêncio de Souza, Plácido, Carola e Alcebíades.
TREINADOR: Tito Rodriguez

OBSERVAÇÃO: Primeiro jogo do Bahia contra o América do Estado do Rio de Janeiro. Nesta partida o Bahia goleou impiedosamente o clube carioca, e assim vingou o futebol baiano das derrotas anteriores sofridas pelo Ypiranga e pelo Galícia naquela temporada do América na Bahia.

O América que havia chegado a Salvador com toda pompa a bordo do vapor (navio) 'General Osório', não imaginava sofrer aquele revés. O jogo que foi precedido da maior expectativa, contou com boa presença da torcida baiana ao Campo da Graça que vibrou muito com os gols do Esquadrão de Aço. 

Quando o juiz apitou o final da partida, a torcida tricolor não se contendo saiu pelas ruas da cidade em direção ao Campo Grande cantando uma paródia da música carnavalesca “Jardineira”, de Humberto Porto, a mais tocada no Carnaval de rua e dos salões daquele ano. Cantando entusiasticamente os tricolores tripudiavam clube carioca cantando: “Oh jardineira por que estas tão triste/Mas o que foi que te aconteceu/Foi o América que caiu do galho/Deu dois suspiros e depois morreu/Oh jardineira!/Por que estas tão triste”.

Como fato curioso, vale lembrar que a da Rádio Sociedade da Bahia resolveu antes desta partida inventar uma transmissão que teria, além da voz do “speaker” (como se chamava naquele tempo o locutor), intervalos musicais com a orquestra Jazz Jonas. O resultado da invenção foi que deu tudo errado, um verdadeiro desastre, com som de péssima qualidade, levando no dia seguinte a mídia local não perdoar o vexame.
 
Foi após esse jogo que a trajetória de eventos que tiraria o craque Pedro Amorim do Bahia se iniciou. Ao retornar ao Rio, o goleiro Gaúcho do América fez tanto cartaz do craque baiano que o Fluminense-RJ lhe ofereceu 1 conto de reis de ordenado mensal tirando-o do Bahia. No dia 17 de abril daquele ano, pouco mais de um mês após esta partida, Pedro Amorim deixava Salvador para vencer do Rio.

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